domingo, 23 de julho de 2017

Sugestão de Filme para o Domingo: "Horas de desespero"




Seguindo a linha de “Busca Implacável” (2008, 2012 e 2014), tendo ao centro um pai que faz de tudo para salvar a sua família, “Horas de Desespero”, de John Erick Dowdle, se diferencia por apresentar pessoas que realmente parecem comuns no meio do fogo cruzado, o que cria uma identificação do público com aqueles que estão lutando para sobreviver.

Quase não há refresco na trajetória deles, gerando uma tensão tão grande – e rara, nos dias atuais –, que não dá para relaxar nem quando existe uma pausa na ação. Porém, mesmo tomada pela adrenalina, a plateia com certeza irá se questionar em algum momento sobre a falta de inspiração do roteiro e a prevalência da visão superior e restrita norte-americana. 

Após apostar e fracassar em um projeto profissional próprio, o engenheiro Jack Dwyer (Owen Wilson) resolve aceitar uma vaga em uma multinacional e sai dos Estados Unidos com sua mulher Annie (Lake Bell) e suas filhas Lucy e Beeze (Sterling Jerins e Claire Geare) rumo a um país do sudoeste asiático. 
No entanto, eles chegam ao local bem quando é deflagrado um golpe de Estado e as ruas são tomadas pelas Forças Armadas, tentando conter uma multidão de rebeldes antiocidentais. 
A população está revoltada justamente com as ações da empresa de distribuição de água da qual o norte-americano é contratado, tornando ele e sua família alvos a serem caçados pelos golpistas.

Além da trama simplista, o script, repetição da parceria de John Erick com o irmão Drew Dowdle, também sofre com uma construção genérica dos personagens. Ficando só nos protagonistas, Jack e Annie são apenas pais capazes de tudo para salvar suas filhas, mas o vácuo existente na relação conjugal ou no desenvolvimento de suas personalidades prejudica na empatia do público. Por outro lado, a escolha de atores com carreiras estabelecidas na comédia torna sua imagem vulnerável o suficiente para o espectador se preocupar com o destino deles.
                                   
Por: REUTERS


HENRI CLAY: Mudar o STF para aprimorar a democracia

O Blog do Noblat, do jornal O Globo, publicou essa semana, o artigo “Mudar o STF para aprimorar a democracia”, de autoria do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em Sergipe, Henri Clay Andrade.


Mudar o STF para aprimorar a democracia

Por Henri Clay Andrade, presidente da OAB/SE
O Supremo Tribunal Federal tem a finalidade precípua de guardião da Constituição Federal. Esta jurisdição constitucional é o meio de controle que visa a preservar as normas constitucionais contra o abuso de poder manifestado por atos normativos ou por leis que vão de encontro à Constituição Federal.
O STF é órgão independente e de superposição aos demais tribunais brasileiros, tendo como função estratégica do estado democrático social de direito o poder de controle político.

A crescente constitucionalização do sistema jurídico e a consagração da democracia social no mundo globalizado, conforme enfatiza Gomes Canotilho – eminente jurista português – pressupõe a existência de um órgão do poder judiciário protagonista e que possua legitimidade para estabelecer o controle da constitucionalidade; a garantia das liberdades e a concretização das políticas públicas que efetivem os direitos sociais.

A democracia é o regime que respeita e considera a manifestação das minorias. Daí o objetivo da jurisdição constitucional que é fazer prevalecer a Constituição Federal sobre a vontade da maioria eventual, movida pelas circunstâncias decorrentes de paixões deletérias ou até mesmo de manipulações que atendam a interesses políticos ou econômicos escusos. Isto é fundamental para sobrevivência do regime democrático.

Em um estado democrático de direito a legitimidade do poder judiciário está na imparcialidade e na fundamentação jurídica da sua decisão, que deve ser sempre lastreada na prova produzida nos autos do processo e nos elementos de cognição científica. Estas condições de legitimidade do poder de decisão são asseguradas pelo poder constituinte originário. E esse atributo, no Brasil, fora exercido por deputados federais e senadores eleitos diretamente pelo povo, especificamente nas eleições de 1986, para o fim de erigir um novo estado-nação concebido na vigente Constituição Federal promulgada em 05 de outubro de 1988.

Salvaguardar a Constituição Federal às tempestades políticas e econômicas é o grande desafio do STF. A Constituição brasileira não pode ser modificada na sua essência, a ponto de violar princípios e valores que dão identidade própria ao País. Neste momento de grave conturbação, proteger a Constituição de apedrejamentos oportunistas consiste na consagração da democracia. E o STF é quem está investido de poder e legitimidade para exercer esse imprescindível controle político.

No entanto, para cumprir com eficiência o prioritário desiderato de jurisdição constitucional, é imperioso que haja mudança de concepção das atribuições funcionais do STF. É chegada a hora de desvencilhá-lo de atividades jurisdicionais diversificadas. É necessário tornar o STF uma autêntica Suprema Corte Constitucional.
Atualmente o Senado Federal tem debatido e deliberado a respeito da natureza do cargo de Ministro do STF. A discussão transcorre em torno da mudança concernente à vitaliciedade do cargo para torná-lo de caráter temporário, com previsão de mandato por 10 anos. Concordo. A alternância periódica do exercício do poder melhor se coaduna com a democracia.

É preciso também discutir sobre uma nova forma e sobre as condições mais republicanas para a investidura no excelso cargo de Ministro do STF. Mas isso demanda um outro artigo.
Ressalte-se que o mais importante, sem embargo dos demais, é que não podemos perder a oportunidade histórica para aprimorar a jurisdição do STF. Isso é essencial para a democracia.
Face às suas múltiplas funções jurisdicionais, o STF está assoberbado de processos pendentes há anos para julgamento de mérito. Esse fenômeno tem prejudicado o desempenho do STF em cumprir, com celeridade e com eficiência, o seu papel de guardião da Constituição Federal.
É muito oportuno que o parlamento brasileiro instaure um amplo debate com a sociedade civil e com a comunidade jurídica sobre o propalado e criticado “foro privilegiado”, a respeito das diversas competências originárias do STF e em relação à conveniência para julgar indistintamente recursos extraordinários.

A maior catástrofe que pode acontecer no Brasil é a perda da credibilidade e da confiança do povo brasileiro na eficiência do Supremo Tribunal Federal.
Um País suporta o travo da eventual perda de legitimidade e de confiança no Presidente da República, em parlamentares, nos juízes, Ministros do STF, enfim, em agentes públicos e políticos, mas não sobrevive diante da falência das instituições democráticas.

Como bem enfatizou o jurista alemão, Konrado Hesse, a Constituição deve ser honestamente preservada. E o País que sacrifica interesses momentâneos em favor da preservação dos princípios constitucionais fortalece o respeito à Constituição e garante a essência da democracia.
É hora de redimensionar o STF para lhe conferir maior eficácia a fim de melhor preservar a Constituição Federal e de aprimorar a democracia para livrar o Brasil definitivamente de temerários arroubos autoritários.

sábado, 22 de julho de 2017

Leia a Carta que Chester Bennington do Link Park escreveu para Chris Cornell antes de morrer

Chester Bennington, que morreu nesta quinta-feira (20), cantou há menos de dois meses no funeral de Chris Cornell, do Soundgarden. No dia 26 de maio, Chester cantou "Hallelujah", de Leonard Cohen, na cerimônia.                   (Gazeta Online).
Chester morre no mesmo dia em que seu amigo Cornell faria 53 anos.


Eu sonhei com os Beatles ontem à noite. Acordei com ‘Rocky Raccoon’ tocando na minha cabeça e um olhar preocupado no rosto da minha esposa. Ela me contou que meu amigo havia morrido. Lembranças de você encheram a minha cabeça e eu chorei. Ainda estou chorando, com tristeza e também com gratidão por ter compartilhado momentos muito especiais com você e sua bela família. Você me inspirou de várias maneiras que nunca imaginaria. Seu talento era puro e incomparável. Sua voz tinha alegria e dor, raiva e perdão, amor e mágoa, tudo junto em uma coisa só. Eu acho que isso resume o que todos somos. Você me ajudou a entender isso. Eu acabei de ver um vídeo de você cantando “A Day In The Life” dos Beatles e pensei no meu sonho. Eu gostaria de pensar que você estava dizendo adeus à sua maneira. Não consigo imaginar um mundo sem você nele. Rezo para que você encontre paz na outra vida. Mando meu amor para sua esposa e filhos, amigos e familiares. Obrigado por permitir que eu tenha feito parte da sua vida.
Com todo o meu amor.
Seu amigo,
Chester Bennington

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